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Criptoeconomia: o que é e qual o impacto da criptografia no futuro

Descubra as principais tendências em criptoeconomia e como elas serão utilizadas no cotidiano

Se você esteve antenado nos mais recentes debates da internet, provavelmente já ouviu falar de blockchain, bitcoin, NFTs e metaverso. Essas tecnologias vêm nos mostrando um pouco de como poderá ser o futuro da internet e do mercado financeiro mundial. 

Para alguns pode parecer até um pouco assustador, porém é natural que conforme novas tecnologias e estudos vão surgindo, as nossas vidas vão sendo moldadas e adaptadas à elas. A própria internet pode ter parecido coisa de outra realidade quando surgiu, porém hoje é até difícil para nós imaginarmos viver sem essa conexão.

Um conceito que vem ganhando força entre pesquisadores e entusiastas da área e que estuda novas possibilidades para o futuro, através do uso de blockchain, é a criptoeconomia

O que é criptoeconomia

criptoeconomia é um estudo interdisciplinar que reúne conceitos da economia e da ciências da computação. O termo começou a ser utilizado com mais frequência, por volta de 2014 e 2015, pela comunidade de desenvolvedores na fase inicial da criptomoeda chamada Ethereum. 

Esse estudo utiliza temas disciplinares, como por exemplo:

  • teoria dos jogos, 
  • design de mecanismo, 
  • inferência causal, 
  • engenharia de token, 
  • engenharia de segurança da informação, entre outros. 

A junção desses temas com a criptografia – sistema de proteção digital para preservar dados e informações de possíveis ameaças encontradas na internet – visa criar novas possibilidades de softwares, redes, e, consequentemente, até novos modelos de negócio e influenciar o futuro do trabalho.

Além disso, a criptoeconomia sugere uma possível revolução na economia mundial, algo que já vem acontecendo timidamente.  Quando paramos para analisar os novos mercados digitais, como o uso de bitcoins e nfts, podemos perceber o quanto suas movimentações já impactam a economia. 

Somente em 2021, segundo o relatório publicado pela Cointrader Monitor, o volume de operações de compra e venda de Bitcoin – considerando apenas os dados disponibilizados pelas corretoras brasileiras – foi de 409.881, 15 BTC (bitcoins), o equivalente à R$ 103,5 bi, um aumento de 16,7% em comparação ao ano anterior. Esse movimento é explicado pela alta valorização da moeda, mas não só isso, hoje várias empresas, como por exemplo, a Microsoft e a Steam, já aceitam a criptomoeda como forma de pagamento.



Finanças Descentralizadas (DeFi)

Uma das principais ideias propostas pela criptoeconomia é a descentralização dos sistemas, informações e dados, e isso é possível pelo funcionamento em blockchain – sistema baseado na codificação dos dados para fazer transações que não precisam de um intermediário e são, praticamente, irreversíveis – e sistemas autônomos. 

O objetivo de descentralizar esses processos é entregar o controle das decisões para os próprios usuários que ao possuírem ativos terão poder de voto em questões como taxas de juros, quais ativos serão aceitos pela plataforma, entre outras possibilidades. 

Nesse cenário, as movimentações e aplicações funcionam peer-to-peer (P2P), ou seja, sem que haja um servidor que armazene os dados de movimentação, através de contratos inteligentes – protocolos digitais que possuem as mesmas funções de um contrato tradicional, mas que são criados por códigos computacionais, os quais definem as regras e as possíveis sanções caso não haja cumprimento – que ficam inseridos em uma rede blockchain. 

Os produtos e serviços financeiros não mudarão, então serviços que conhecemos hoje em dia, como por exemplo, empréstimos bancários, negociações de ativos, investimentos, pagamentos, entre outros, ainda serão uma possibilidade, porém sem que haja um intermediador humano, e sim, via redes de blockchain. 

Essa realidade não está tão distante de nós, acesse o nosso estudo sobre as tendências tecnológicas para ver um projeto que já está colocando em prática o conceito de DeFi.

Novas fontes de renda

Da mesma forma que a tendência diz que os serviços financeiros serão descentralizados, tudo indica que as empresas funcionarão da mesma forma. 

Tanto que, um novo conceito de empresas, que funcionam dessa maneira, já existe. Elas são chamadas de DAOs (do inglês, Decentralized Autonomous Organizations), e são organizações criadas digitalmente que funcionam, também, apenas no digital. E, assim como as DeFi, todas suas funções são automatizadas via contratos inteligentes e blockchain, havendo apenas interferência humana em funções que não tem como ser automatizadas. 

O crescimento das DAOs promete mudar a forma como os usuários interagem com a internet e até mesmo geram renda, uma vez que, junto a elas, as pessoas poderão garantir seu dinheiro através de atividades realizadas online

Essas formas ainda não convencionais de fazer renda são chamadas de:

  • play-to-earn
  • learn-to-earn
  • create-to-earn
  • invest-to-earn
  • contribute-to-earn
  • entre outras. 

A ideia é que atividades que realizamos online no nosso dia-a-dia, como utilizar as redes sociais ativamente, aprender habilidades novas, e até mesmo jogar, sejam recompensadas através de pagamentos, uma vez que nossas interações online geram lucros para as empresas, nada mais justo do que recebermos um valor em troca. 

É importante destacar que, isso não significa que as empresas tradicionais e trabalhos formais não irão mais existir, porém existirão formas mais democráticas, justas e acessíveis de todos garantirem uma renda extra – podendo ser possível até viver dessa renda – no final do mês.

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